Eu quero ir dormir, mas sou escravo da música
Ela não me deixa sair, ela é quem me faz sentir
Eu quero correr, mas sou escravo da música
É ela quem me faz viver, quem me faz sorrir
Eu quero chorar, mas sou escravo da música
É ela quem me faz saber, quem me fez colher
Eu ainda estou vivo, mas sou escravo da música
É ela quem me faz voar, viajar, flutuar...
Eu ainda me sinto e sou escravo da música
Mas quem disse que eu não anceio isto? quem disse que me causa repulsa?
Sou escravo da música por livre e espontânea vontade...
Tudo o que eu sinto é falta de sentir.
A dor, o amor, o ardor.
O verso sem cor, sem esplendor.
A falta, a pauta, a flauta, o poeta e seu amor.
A mentira, a verdade, o sentimento, a razão, o perdão.
Tendo tudo sem nada ter, esperando sem saber o que ter.
Fazendo gestos pelo ar, gestos plenos, só pra constar.
São meras ilusões, parece que só há espinhos e borrões
Tudo está no ar... só você não vê, não quer pegar, ter, experimentar.
Cegueira é o ato de poder ver e não querer enxergar...
Não importa o que eu diga, o que eu fale, o que eu faça, não a importa a minha opinião, o que está em questão ou à parte. Não importa como eu aja, não importa o que eu faça, eu nunca estou certo. Não importa a ocasião, o momento ou estação, eu nunca tenho razão. Eu nunca tenho voz, sempre sou "o feroz", hostil, insensato, banal. censurado, opiniões, executando divergências, ocultando averções. Democracia é pra unir, unir em favor de opinião, falsa democracia desune, centraliza o poder na mão de quem gera a opinião, causa opressão. Falsa democracia, executa a liberdade, livres só no nome e na fé. Liberdade de escolha mesmo, só pra saber se vou querer tomar leite ou café.
Ela morreu, se foi, sem deixar explicações. Sem responder aos porquês, sem instaurar o seu ser. Ao menos deveria ter dito que partiria. Ou não. Bem, pode ser que ela não sabia que iria sair, deixar, fruir... Só o vento e a incerteza é o que ficaram. Talvez algo mais tenha ficado, por insistência, não deixou ir, não foi, não quis. São muitos "talvez", "porquês", nada responde a nada, sempre fica um restinho de dúvida no ar. Sempre algo que nunca deixará nada fechar...
Ninguém nasceu pra ser o escravo
Mas não há quem possa negar
Alguma hora, nos tornamos escravos do amor
Escravos da dependência, da dor
De sentir o que não se quer
De saber que faz mal e mesmo assim querer
De querer não sentir sentindo o que não se quer provar mas se quer ter
E nunca, nunca ninguém conseguirá responder a isso, a nada disso...
Quem pode me dizer qual é a cor da chuva?
Ninguém nasceu pra ser o mestre...
Eu cansei. Cansei das pessoas me dizendo o que fazer e o que não fazer. Cansei das pessoas dizendo que isso é idiotice e aquilo é inteligente. Cansei de tudo isso que é moral e imoral. Cansei do que me faz sentir raiva, dor, ódio. Cansei de tudo o que sei que me trará algo de desagrado. Mesmo que não faça diferença, que não importe. Cansei disso tudo. Cansei da hipocrisia. Minha e alheia. Cansei. Cansei e cansei. E estou cansado de ouvir você dizer que eu sou e que eu não sou e que blá blá blá. Cansei dessa ladainha de todo o mundo. Cansei do ser humano, desisto dele. Cansei. Mudei, parei.
Como se fosse um índice libertário. Como se fosse uma fulga da realidade. É como estar desligado e ligado ao mesmo tempo. Sabe quando você some mas está lá? É assim... É estar no meio de tudo e desligar-se como um botão de "stand by". Assim é o som... Assim são os sons. Sons que elevam, que energizam... E que rompem barreiras. Até os mais espessos vidros do escondido preconceito. O soar de ondas sonoras une, floresce a força sobrehumana de lutar pelo que se quer... Ou apenas lutar para ter a liberdade de sentir tudo denovo. De sentir que está e não está. De sentir flutuar, energizar e até chapar. ficar meio que em "stand by" mesmo. ligado em tudo o que te faz pensar, viajar, idealizar, ser, estar. Em tudo o que você faria para ficar longe, sair, longe daqui, sem sair do lugar. Ouvir o som pra se guiar. Curtir a música só pra relaxar. São tantas as definições, tantos os estilos, os gostos os padrões. Mas, no fim, a sensação é quase sempre a mesma. Diversificada, singular e plural ao mesmo tempo. O soar musical é apenas uma bomba. Que explode na mente e se espalha por todo seu corpo. Uma bomba na mão, e uma idéia na cabeça. Muitas idéias na cabeça. Te traz pro mundo real. Em "stand by" a força do teu corpo se potencializa, com as idéias na cebeça, teu peito se abre, teu coração flutua... É a expressão pura, é a ausência de si... É universalidade. Não permite barreiras, sua mente não tem... Barreiras. Energize-se. Multiplique-se. Ouça música diariamente.
Créditos: Heloísa Sapucaia. (Ela escreveu metade disso tudo)
Me diz que o carro não está na garagem
Me diz que não tem ninguém em casa
Me diz que todo mundo saiu
Que ninguém ainda chegou
Me diz que todo o mundo sumiu
Me diz que só ficamos eu e você
Me diz agora que você me quer
Me diz agora que você não me quer
Me faço todas essas perguntas
Me digo tudo, se não quiser
Me digo nada, se não houver
Mesmo estando livre
Quero me prender a você
Mesmo estando livre
Quero viver livre com você
Mesmo estando sem você
Mesmo não querendo você
Impossível não querer
Mesmo sendo sensato, real, racional
Mesmo sendo puro, insano, leal
Serei impuro, virtual, emocional
Sóbrio, mal
Pois é assim que deve ser
Me devotei a você
Mas de voto não posso ter
Ter o que nunca terei.
Do Punk ao Pop : O caminho alternativo de uma banda Alagoana.
Posted: sexta-feira, 3 de abril de 2009 by - in Marcadores: músicaQuero começar com uma pequena matéria que Neto Maia e Eu escrevesmos sobre a banda dele, Dona Encrenca. É uma banda que eu curto muito, gosto da variedade do som deles. Se quiserem curtir o som da Dona Encrenca, clique aqui.
Do Punk ao Pop : O caminho alternativo de uma banda Alagoana.
“Silencio, palavrão ou poesia? Não se pinta o mesmo quadro duas vezes. Tocamos Rock, pensando em Reggae pra compor um Samba.”. É como Neto Maia, vocalista da banda Dona Encrenca, a define.
Em meados de 2005, uns meninos se juntam pra tocar punk.
Michael (Baixo), Tico (Guitarra), Tam (Bateria e Voz) e por último Neto (Guitarra Base). Os meninos eram politizados, de esquerda, ensaiavam até um socialismo fajuto (Eles nem sabiam o que era aquilo). O tempo passou e o menino que tocava guitarra base se sentia um estranho no ninho, queria falar de coisas mais divertidas, como pessoas (dele mesmo).
Ele saiu e levou o Michael consigo. Formaram uma banda chamada Éramos 3. Seria o início da “Dona Encrenca”. Depois de varias formações e nomes diferentes, chegam ao que ela é hoje. Uma banda sem estilo definido, uma banda que faz música diferente. Já não falam de política, os assuntos mudaram. Os meninos cresceram, incorporaram várias influencias, e misturam coisas como o samba, pop, bossa, rock, blues. É comum alguém assistir a um ensaio e perguntar: “O que vocês tocam mesmo?” Ninguém é muito virtuoso na banda, mas todos dançam na mesma freqüência. Neto Maia e André Rodrigues escrevem as letras. Neto Produz as músicas em seu computador e joga na internet. A atual formação da banda conta com Neto Maia, Danny Rocha, André Rodrigues, Amanda Pimentel e Tam Oliveira. No palco, eles brincam com os instrumentos, Todos tocam tudo.
Nesse cenário quase inexistente, eles tentam abrir caminho principalmente pela internet. A banda não tem uma regularidade nas apresentações. O cenário independente é bastante complicado. Mas, neste mês, vão participar do Festival de Música Independente (FMI) em Palmeira Dos Índios.
Por: Neto Maia e Jonas Sutareli.
Blogando e Explicando
Posted: by - inNesta primeira postagem, explicarei o motivo do nome.
Ao criar este blog, pensei nesse nome, pelo seguinto motivo: Ostracismo = esquecimento, exclusão, isolamento. Este blog estará fora do círculo midiático, é um blog que não se envolverá num círculo midiático. Então, estará no ostracismo.
Se alguém discordar, por favor, opine. Críticas são sempre bem vindas.
Um abraço, Jonas Sutareli.