Do Punk ao Pop : O caminho alternativo de uma banda Alagoana.
Posted: sexta-feira, 3 de abril de 2009 by - in Marcadores: músicaQuero começar com uma pequena matéria que Neto Maia e Eu escrevesmos sobre a banda dele, Dona Encrenca. É uma banda que eu curto muito, gosto da variedade do som deles. Se quiserem curtir o som da Dona Encrenca, clique aqui.
Do Punk ao Pop : O caminho alternativo de uma banda Alagoana.
“Silencio, palavrão ou poesia? Não se pinta o mesmo quadro duas vezes. Tocamos Rock, pensando em Reggae pra compor um Samba.”. É como Neto Maia, vocalista da banda Dona Encrenca, a define.
Em meados de 2005, uns meninos se juntam pra tocar punk.
Michael (Baixo), Tico (Guitarra), Tam (Bateria e Voz) e por último Neto (Guitarra Base). Os meninos eram politizados, de esquerda, ensaiavam até um socialismo fajuto (Eles nem sabiam o que era aquilo). O tempo passou e o menino que tocava guitarra base se sentia um estranho no ninho, queria falar de coisas mais divertidas, como pessoas (dele mesmo).
Ele saiu e levou o Michael consigo. Formaram uma banda chamada Éramos 3. Seria o início da “Dona Encrenca”. Depois de varias formações e nomes diferentes, chegam ao que ela é hoje. Uma banda sem estilo definido, uma banda que faz música diferente. Já não falam de política, os assuntos mudaram. Os meninos cresceram, incorporaram várias influencias, e misturam coisas como o samba, pop, bossa, rock, blues. É comum alguém assistir a um ensaio e perguntar: “O que vocês tocam mesmo?” Ninguém é muito virtuoso na banda, mas todos dançam na mesma freqüência. Neto Maia e André Rodrigues escrevem as letras. Neto Produz as músicas em seu computador e joga na internet. A atual formação da banda conta com Neto Maia, Danny Rocha, André Rodrigues, Amanda Pimentel e Tam Oliveira. No palco, eles brincam com os instrumentos, Todos tocam tudo.
Nesse cenário quase inexistente, eles tentam abrir caminho principalmente pela internet. A banda não tem uma regularidade nas apresentações. O cenário independente é bastante complicado. Mas, neste mês, vão participar do Festival de Música Independente (FMI) em Palmeira Dos Índios.
Por: Neto Maia e Jonas Sutareli.